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Braquicefalia,acondroplasia e nanismo. Tecla SAP por favor...

“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina” Cora Coralina

 Muitas raças são frutos da fixação de discretas, ou nem tão discretas,  mutações através de intensa seleção artificial.
Cada raça é definida por um conjunto de características especificas
  • Tamanho; 
  • Comportamento; 
  • Comprimento, textura e coloração da pelagem;
  • Forma do corpo, crânio e face. 
  • Algumas peculiaridades fenotípicas e mesmo mutações genéticas são compartilhadas por diferentes raças. (1).


Frenchies são apaixonantes ao primeiro olhar. Sua graça irresistível tem explicação: eles lembram os bebês humanos: cabeça grande, olhinhos enormes e alertas, bochechas fofas, baixinhos e parrudinhos. O conjunto de características se deve à sobreposição de duas condições geneticamente herdadas:

Note que sutura coronal é uma das últimas a consolidar em um cão não braquicefálico . Crânio de chiuaua                                  
  • Braquicefalia: essa característica confere a famosa “cara chata”. O crânio se mostra encurtado longitudinalmente. Isso é devido à ossificação precoce da sutura coronal às demais linhas de ossificação do crânio que irá permitir o crescimento lateral conferindo a forma larga e curta. Raças como Boxer, Bulldog Campeiro, Old English Bulldog etc são exemplos de braquicefálicos não acondroplásicos.
  • Acondroplasia: forma mais freqüente do nanismo. Sua principal característica é a desproporcionalidade da cabeça e membros em relação ao tronco. 
  • Existem cerca de 100 diferentes tipos de nanismo. A acondroplasia é a forma mais comum dessa rara manifestação. Estudos histológicos mostram indiscutível semelhança entre os tecidos ósseos de raças caninas acondroplásicas e humanos também afetados. As características físicas são muito semelhantes entre os acometidos das duas espécies. Por essa razão cães com a compleição física do Bulldog Francês, Bulldog Inglês, Shih Tzu, Pequinês são classificados como acondroplásicos. Contudo as bases genéticas do nanismo canino não estão completamente elucidadas como acontece na raça humana.
·        Em raças caninas as seleções de cruzamentos fixaram a condição que é geneticamente transmitida por herança autossômica recessiva. Ela determina desenvolvimento anormal das cartilagens ósseas resultando em tronco e membros encurtados.


Crescimento ósseo e acondroplasia

O esqueleto é formado por dois tecidos: cartilagem e osso. Eles se originam de células específicas: - condrócitos que formam a cartilagem, um precursor do osso
- osteoblastos que formam o osso.
Durante o desenvolvimento embrionário esses dois tecidos se originam a partir das células do mesênquima. Os ossos longos são formados pela ossificação do tecido endoncondrial. As células do mesenquima se diferenciam em condrócitos, os quais proliferam tornando-se hipertróficos. A matriz em torno das células se calcifica, e o espaço entre elas é invadido por vasos sanguíneos. O advento da vascularização permite a chegada dos osteoblastos que produzirão tecido ósseo nessa matriz ou molde cartilaginoso. O processo é finalizado pela substituição da cartilagem por tecido ósseo.
Ao nascimento a substituição da cartilagem por osso ainda não se completou e há uma placa de cartilagem entre as epífises (cabeças dos ossos longos) e metáfises (porção medial dos ossos longos). Essa porção cartilaginosa é chamada placa de crescimento. Ela permite o crescimento longitudinal dos ossos longos (ossos das pernas e braços). Ao final da puberdade a placa de crescimento terá sido completamente substituída por osso, encerrando assim o crescimento em estatura do individuo. 
A placa de crescimento é formada por três camadas de condrócitos: 
  • Camada de repouso: logo abaixo da epífise óssea contém condrócitos em relativa quiescência. Essas células apresentam-se sozinhas ou aos pares e encontram-se dispersas em leito rico em matriz cartilaginosa. 
  • Zona proliferativa:  como os nome indica há novos condrócitos  surgindo constantemente. Eles são células achatadas e se mostram em colunas paralelas alinhadas ao longo do eixo ósseo. Conforme se proliferam alcançando as diáfises elas se diferenciam e com isso sua capacidade proliferativa cessa. 
  • Camada hipertrófica: Finalizado o processo de diferenciação os condrócitos tornam-se hipertróficos e arredondados, repletos de vesículas capazes de secretar matriz que será depositada no meio extracelular. Essas vesículas servirão como sítios de mineralização. Ao final da diferenciação os condrócitos morrem deixando lacunas que serão invadidas por vasos sanguíneos. A vascularização permite a chegada de céulas do estroma, condroclastos  e osteroblastos. 
Dois terços da matriz cartilaginosa mineralizada será reabsorvido pelos condroclastos; o outro terço servirá como molde para a deposição de matriz óssea pelos osteoblastos.
Na acondroplasia, circunstância geneticamente determinada, ocorre alteração na diferenciação e proliferação dos condrócitos. Em consequencia haverá alterações nos componentes extracelulares da matriz das placas de crescimento que compromete o desenvolvimento dos ossos longos.

Assim como no homem, o nanismo em cães também pode ter como causa, dentre outras o: 
  • Hipopituitarismo: insuficiência da glândula pituitária ou hipófise.
  • Hipotireoidismo (nanismo desproporcional): insuficiência da glândula tireóide.
Em humanos o “teste do pezinho” faz o rastreamento de uma série de erros inatos do metabolismo a partir de uma semana de vida e detecta inclusive as deficiências hormonais aqui citadas. 
É possível detectar e tratar o hipotireoidismo congênito em cães com poucos dias de vida.  O diagnóstico em recém nascidos baseia-se nos sinais clínicos e pode ser feito por profissional bem preparado. 
Infelizmente a maioria dos filhotes afetados morrerá sem diagnóstico ou tratamento.


Algumas condições associadas à acondroplasia


Assim como no homem, cães de raças acondroplásicas  requerem cuidados especiais com sua saúde.
É uma condição geneticamente determinada que afeta o crescimento, mas não o intelecto ou a expectativa de vida.








Note a semelhança entre o cão e o humano acondroplásico. Há uma lordose, curvatura lombar anormal da coluna vertebral.
  • Malformações vertebrais e articulares, que podem levar a perda transitória ou permanente dos de movimentos dos membros posteriores . Nesse aspecto os cães levam franca vantagem por serem quadrúpedes. Podem ocorrer hérnias ou desgaste de discos intervertebrais, geralmente na idade adulta.
  • Convulsões.
  • Devido às alterações da face podem sofrer de problemas respiratórios. No frenchie o stop acentuado traduz a deformidade facial típica da acondroplasia (2),  mais marcante em relação a outros braquicefálicos.
  • As deformidades faciais podem se estender ao ouvido, nariz e garganta. Num ouvido normal a tuba auditiva é reta. Em indivíduos acondroplásicos ela pode apresentar-se curva, facilitando o acúmulo de umidade e, consequentemente, as otites de repetição. Não é incomum o animal perder a audição com o passar dos anos. É importante o cuidado constante com os ouvidos.
  • Faltas dentárias ou complicações ortodônticas devido à mandíbula e maxilar pequenos.
  • Protusão da língua;
  • Apnéia do sono de maior incidência no Bulldog Inglês. Acredita-se ser a responsável pela morte sem causa aparente de rescém nascidos acondroplásicos  (10);
  • Artroses especialmente se estiverem com sobrepeso ou obesos. É importante manter uma alimentação balanceada e exercícios para que vivam mais e melhor;
  • Possibilidade de displasia coxofemoral. Esta dificilmente será limitante para um frenchie por seu pequeno tamanho e musculatura bem desenvolvida.
  • Distrofia torácica como o Pectus carinatum (peito de pombo).
  • Os filhotes tendem a ser "molinhos" por mais tempo que raças não acondroplásicas. Em alguns pode haver um retardo no fortalecimento do tônus muscular compromentendo o inicio da deambulação.
  • Prolápso vaginal, mesmo em nulíparas. 
  • Devido à estreita pélvis e a grande cabeça dos bebes os partos se dão por cesariana na maioria das vezes (4), (5);
  • Pela compleição física, pequenos e entroncados, a dose dos medicamentos anestésicos deve ser individualizada. É importante a verificação de seu peso antes administrar qualquer remédio.
  • Incidência aumentada de leiomioma, tumor benigno de útero. A fêmea geralmente não apresenta corrimento, aumento de mamas ou outros sinais significativos. 
 Dada as peculiaridades da condição os cuidados e condutas médicas devem ser singulares podendo não seguir as linhas gerais da prática veterinária.


    Acondroplasia X Anestesia

    Na acondroplasia o espaço ocupado pela medula espinhal é reduzido, ocorre estenose na coluna vertebral.
    Em pessoas com nanismo as anestesias regionais (peridural e raquianestesia) não são recomendadas e sua utilização se faz com muito critério e ressalvas, a despeito de todos os recursos de que dispõe a medicina humana (5), (6), (7). Essa opção pode ser perigosa devido ao pequeno espaço subaracnóide e risco de lesão nervosa.
    Entubá-los pode ser difícil, tudo neles é pequeno. Sua região cervical  é curta e vulnerável a luxações (instabilidade atlantoaxial) com trauma raquimedular. Há necessidade de muita cautela no manuseio evitando movimentos bruscos e hiperextensão do pescoço.

    Maiores considerações anestésicas

    • Avaliação pré-anestésica de vias aéreas e estabilidade do pescoço
    • Manutenção de uma posição neutra durante a manipulação do pescoço
    • A necessidade do uso de tubo endotraqueal pequeno (pelo difícil acesso às vias aéreas) pode dificultar a ventilação.
    • A documentação cuidadosa de déficits neurológicos pré-operatórios
    • Estenose espinhal e desalinhamento vertebral podem complicar
    uma abordagem regional
    • Problemas de ventilação são comuns no pós-operatório
    • Não há contra-indicações para o uso de medicamentos específicos, mas o profissional deve ser extremamente criterioso na escolha avaliando tempo de metabolização e efeitos na ventilação.
    • Técnica meticulosa e atenção aos detalhes.





    O nanismo ou acondroplasia não é uma doença. No entanto predispõe o individuo ao risco de alguns problemas de saúde.
    Com cuidados adequados esses indivíduos terão vidas normais, ativas e tão longas quanto às de qualquer um.
    Algumas circunstâncias, consideradas próprias dos frenchies, ocorrem com relativa freqüência em raças ditas anãs. Não é segredo que alguns frenchies podem deixar de caminhar, perder a continência fecal e urinária de forma transitória ou permanente por um acidente ou falta de precaução e cuidados.
    Alguns perdem a vida devido à falta de conhecimento por parte de proprietários, criadores e veterinários.

    "Prá nunca perder
    Esse riso largo
    E essa simpatia
    Estampada no rosto...
    Cuide-se bem!
    Perigos há por toda a parte
    E é bem delicado viver
    De uma forma ou de outra
    É uma arte, como tudo..."
    -Guilherme Arantes

    Bulldogues Ingleses sorridentes

    Considerações:
    Antes de optar por um cão de raça pura considere suas características físicas, temperamento, necessidade de exercícios e aspectos ligados a saúde e cuidados. Um animal é e será sempre totalmente dependente. O convívio prazeroso entre vocês se condiciona a sua disposição em atender à demanda do cão.
    Você sabia que um cão bem tratado pode ultrapassar 15 anos de vida? Adotar é um compromisso de longo prazo, pense nisso!
    Sirley Vieira Velho
    www.skonbull.com
    Direitos Reservados
    Seja gentil, seja coerente e correto, cite a fonte original sempre! :)


     Agradecimentos
    Nosso muito obrigado ao amigo Rodrigo Pessoa que gentilmente nos cedeu as fotos de seus lindos Bulldogues Inglêses. Com pesar pela perda recente do pequeno Barão...


          Referências
    1. Danika Bannacsh et all - Localization of Canine Brachycephaly Using An Across Breed Mapping Approach - Plosone www.plosone.org - March 2010
    2. Simón Martínez., Raúl Fajardo, Jesús Valdés et all- Histopathologic study of long-bone growth plates confirms the basset hound as an osteochondrysplastic breed- The Canadian Journal of Veterinary Research- Frebruary 27, 2006.
    3. S. A. Bingel,R. D. Sande, Chondrodysplasia in the Norwegian Elkhound.American Journal of Pathology, Vol 107, 219-229, Copyright © 1982 by American Society for Investigative Pathology
    4. Ghumman S. et all- Pregancy in an achondroplastic dwarf: a case report. J Indian Med Assoc. 2005 Oct;103(10):536, 538
    5. Huang J, Babins N.- Anesthesia for cesarean delivery in an achondroplastic dwarf: a case report- AANA J. 2008 Dec;76(6):435-6
    6. T.Tsubokawa et all- Propofol pharmacokicinetics in a dwarfism patient- Acta Anaesthesiol Scand 2003; 47: 488—490
    7. Carla Aparecida Batista LorigadosI; Franklin de Almeida StermanII; Ana Carolina B. Fonseca PintoII- Estudo clínico-radiográfico da subluxação atlantoaxial congênita em cães- Braz. J. Vet. Res. Anim. Sci. vol.41 no.6 São Paulo Nov./Dec. 2004
    8.  Michel ShaerSinais - Clínicos: Pequenos Animais- Editora Artes Médicas Veterinásria-2009
    9. Richard W. Nelson, C. Gulhermo Couto et all- Medicina Interna de Pequenos Animais- Elsevier Editora- 4ª Edição 2010
    10. Little People www.littepeople.org 
    11. French Bulldog Z  www.frenchbulldogz.org
    12.  Pollinger JP et all- Selective sweep mapping of genes with large phenotypic effects.Department of Ecology and Evolutionary Biology, University of California, Los Angeles, California 90095-1606, USA. Genome Res. 2005 Dec;15(12):1809-19.
    13.  Meyers-Wallen VN - Ethics and genetic selection in purebred dogs.James A. Baker Institute for Animal Health, College of Veterinary Medicine, Cornell University, Ithaca, NY 14853, USA.Reprod Domest Anim. 2003 Feb;38(1):73-6. 


    Refresque o Verão de Seu Cão

       praia                                             
      Cachorro Quente NÃO !

    O primeiro alerta a quem tem um frenchie ou o mantém sob sua guarda por qualquer motivo é:

    CUIDADO COM O HIPERAQUECIMENTO
    Clique aqui e entenda quais são os riscos.


    São inúmeras as histórias de acidentes envolvendo cães e calor. Muitos frenchies morreram e continuam a morrer todos os anos vitimados pelas altas temperaturas.
    Os acidentes ocorrem em toda a parte: em canis, em pet shops, cães sob responsabilidade de pessoas desavisadas e mesmo cães sob os cuidados de zelosos proprietários. Sim, muitas vezes 10 minutos de descuido podem bastar para que um acidente fatal aconteça. Esse assunto, embora muito debatido é sempre oportuno.
    Cães tem sistema de refrigeração à água.
    Sua temperatura é regulada através da evaporação da saliva. Por essa razão eles ficam ofegantes quando se exercitam ou quando o tempo está quente, assim promovem sua regulação térmica.


    O que torna um cão  mais susceptível ao calor que outros?
    A anatomia dos braquicefálicos faz com que encabecem a lista dos cães que mais morrem pelo calor.

    A carinha achatada do Bulldog Francês e seu pescoço curto denota que sua cavidade oral e nasal são mais curtas. Dessa forma lhes resta uma menor superfície de contato com o ar e as membranas ricamente vascularizadas. O ar, normalmente mais frio, ao passar por esse caminho entra em contato com o sangue mais quente e ajuda a resfria-lo. Consequentemente eles tem maior facilidade de aquecer e maior dificuldade em manter sua regulação térmica.
     Os  mais sensíveis merecem cuidados redobrados:
    • Cães de focinho curto  como Bulldog Francês, Pug, Bulldog Inglês. Embora os Chow Chows não tenham focinho achatado também estão sujeitos a intermação;
    • Cães de raças gigantes ;  
    • Cães idosos; 
    • Filhotes;
    • Cães de pelagem densa e/ou longa e farta;
      Então quer dizer que posso expor outros cães ao calor sem correr riscos?
      Não! Todo o cão precisa ser preservado do calor.
      Sabe-se de  Pit Bulls e Border Collies, cães reconhecidamente fortes e ativos, que foram vitimas fatais do hiperaquecimento. Então diante do calor não devemos nunca descuidar de nenhum cão.    
      O que posso fazer para evitar e reduzir os riscos de perder meu cão por hipertermia?
      • Ele precisa estar em ambiente fresco
                                                                     rede2
      • Se costuma ficar dentro de casa utilize ventiladores e ar condicionado.
      • Proteja seu cão deixando-o sempre à sombra e evitando passeios entre 10 e 17 horas.                           
      • Nunca recrimine –o por enfiar as patinhas na água. Essa brincadeira poderá ser sua única chance de salvação numa situação de emergência.
                                                                 gelo
      • Utilize potes de água grandes, de bocas largas  e sempre no maior número que você puder. Se você estiver fora de casa e ele virar um dos potes ainda haverá água disponível.
      • Evite bebedouros de bilha (do tipo torneira lambe-lambe): além da pequena oferta de água o cão se desgasta e se cansa para beber.
      • Ensine-o e estimule-o a lamber e brincar com gelo. Você pode valer-se desse artificio para mante-lo com água fresquinha por horas, basta congelar água em copinhos plásticos e colocar no pote dele.
      • Toalhas de nadador são uma boa opção para refresca-lo dentro carro ou em ambientes onde você não possa molhar o cão.                                    
        cão furo
        www.masllovfrenchies.com.br

      • Banheirinhas ou bacias propiciam momentos relaxantes. Ensine seu BF a brincar e se divertir com a água, vocês dois irão curtir e isso pode valer uma vida. Ele poderá dar vários mergulhos ao dia: é um recurso saudável e recomendável!
      • Bata frutas não cítricas no liquidificador e produza gostosos picolés para seu amigão
      • Evite viagens aéreas durante o dia e procure os vôos com menor número de conexões. Treine o animal para ficar na caixa de transporte bem antes da viagem. Isso evita expo-lo a situação nova que pode deixa-lo ansioso e ofegante.
      - Se você possui animais intactos (não castrados) e de sexos opostos fique atento ao mínimo indicio de cio. Nunca deixe-os juntos sozinhos. Um macho percebe o cio muito cedo e a tentativa de monta sem supervisão pode levar macho e fêmea à morte. Machos também podem interpretar piometras e vaginites como cio e tentarem a monta.
      - Frenchies podem ser teimosos e um pouco difíceis de treinar, especialmente se tiverem donos inexperientes. JAMAIS utilize o borrifador de água para "educa-los".
      • O borrifador deve ser um amigo e um aliado de seu frenchies: são práticos, pequenos e podem servir tanto como bebedouros para os passeios curtos como para uma refrescada rápida enquanto caminham.
      • Explique a todos que poderão um dia cuidar de seu cão, mesmo que por poucas horas, sobre os riscos dele vir a hiperaquecer. Oriente-os sobre:
      1. como agir para evitar episódios de hipertermia;
      2. como  baixar a temperatura do animal em caso de hipertermia;
      3. procurar auxilio veterinário, mas somente após ter realizado o resfriamento do animal, isso é de suma importância para reduzir o risco de vida. O vet deverá avaliar seu estado e medica-lo a fim reduzir os riscos de danos cerebrais e renais.  
      4. Dipirona não irá resolver! A hipertermia causada pelo calor não está relacionada a nenhum mecanismo tratável com antitérmicos.
        No Carro
        Eles adoram passear de carro, mas esteja atento:
        A temperatura dentro de um automóvel pode aumentar rapidamente, mesmo que o dia não esteja tão quente.
        1. Evite entrar com o cão em um veículo que ficou estacionado ao sol.
        2. Lembre-se de que o ar-condicionado deverá estar ligado.
        3. Leve sempre muita água e toalhas para o caso de ter de refresca-lo mais rápido.
        4. Para viagens mais longas previna-se com uma caixa térmica contendo gelo.
        JAMAIS deixe seu cão dentro do carro sozinho, nem por cinco minutos. Carro parado e desligado é sinônimo de cachorro do lado de fora!
        - Situações inusitadas podem matar um cão:  

        Veja o episódio que aconteceu conosco. Réveillon de 2008,
        nós prontos para sairmos de casa, uma noite de calor e umidade excepcionais. Como sempre a queima de fogos começa antes e fagulhas caem em nosso quintal. Um dos cães, ainda filhotão, se encanta e começa a correr atrás das “luzinhas” em movimento. De repente ele se aproxima, já cianótico e grogue, pedindo colo: havia superaquecido com a brincadeira.

        A única forma de salvar seu amigo é agir rápido. É importante reconhecer a situação e iniciar imediatamente o resfriamento do animal. Só se dirija ao veterinário após o cão ter recebido o primeiro atendimento por você, isso é primordial. Não perca tempo!
        Clique aqui e saiba como reconhecer os sinais e socorrer seu cão.
        É bom lembrar:
        A hipertermia é sempre um episódio gravíssimo.
        Situações onde a privação de água se sobrepõe ao hiperaquecimento são ainda mais sérias e geralmente levam à morte.
        Mantenha sempre muita água fresca disponível ao seu cão.
        Antes de optar por um cão de raça pura considere suas características físicas, temperamento, necessidade de exercícios e aspectos ligados a saúde e cuidados. Um animal é e será sempre totalmente dependente. O convívio prazeroso entre vocês se condiciona a sua disposição em atender à demanda do cão.
        Você sabia que um cão bem tratado pode ultrapassar 15 anos de vida? Adotar é um compromisso de longo prazo, pense nisso!
        Sirley Vieira Velho
        www.skonbull.com
        Direitos Reservados
        Seja gentil, seja coerente e correto, cite a fonte original sempre! :)
        Agradecimentos
        Aos queridos amigos Lisandra e Gerson do Canil Masllov por permitirem a publicação das  lindas imagens de seus frenchies no Cão Furô.

        Reencontre seu Cão Perdido ou Furtado

        " Creia!  Basta ser sincero e desejar profundo. Você será capaz de sacudir o mundo"...- Raul Seixas

        É passado um ano do terrível pesadelo que sofremos quando Iv e Sophia, dois de nossos queridos frenchies, foram levados aqui de casa. Eles foram roubados e recuperados em 31 horas. Muitos amigos nos auxiliaram na procura. Achamos esse artigo na internet que foi fundamental para ordenarmos as idéias logo no incio do tormento que passamos. Gostaria de agradecer a quem o escreveu adaptando-o a nossa experiencia.
        Graças a Deus e aos amigos nossos amados Iv e Sophia estão de volta ao lar. Nossa eterna gratidão a todos que torceram por nós, que rezaram por nós e que nos confortaram. Amamos vocês, nossos amigos.

        Em seu artigo publicado na revista americana Dog World de dezembro de 1987, Shannon T. Hiatt alerta todos os proprietários de cães com o seguinte conselho: "Por mais responsável que você seja, não pense que seu cão nunca escapará de sua casa. Porque isso pode acontecer. Esteja preparado para esse momento".
        Um cão escapa de casa porque o portão foi aberto e isso é uma das coisas mais fáceis de acontecer no nosso dia-a-dia. Por isso, prepare-se para recuperar seu cão que fugiu inesperadamente.

        Se o cão foi roubado ou capturado por pessoas que não têm a intenção de devolvê-lo ao seu legítimo dono, a recuperação pode ser mais difícil, mas não é impossível.
        Não é impossível, pois 4 situações podem ocorrer:


        1ª) o cão poderá escapar também da pessoa que o capturou ou roubou;

        2ª) a pessoa que o retém poderá soltá-lo, pois ele pode não ser o cão que se desejava (come muito, late demais, é bravo, tem temperamento forte, está destruindo as plantas, faz "necessidades" em lugares proibidos, rói os móveis, arranha a porta para fugir, está triste etc.;


        3ª) pode haver denúncia da presença do cão na casa do dono ilegítimo e


        4ª) o cão pode ter sido "seqüestrado" para ser trocado por uma recompensa.

         
        Quando o cão é capturado por pessoas conscientes e que desejam devolvê-lo, o grande obstáculo é o encontro do legítimo dono, por isso a divulgação adequada da perda aumenta bastante a probabilidade de recuperação.
        O assunto "cão perdido" é internacional e tratado, com freqüência, por várias revistas nacionais e estrangeiras. Muitos proprietários viveram, vivem e viverão o drama de perder seu cão e ter que procurá-lo.
        Com o objetivo de colaborar com esses proprietários, descreveremos aqui as providências mais aconselháveis para recuperar o "seu amigão."


        Antes que o cão fuja de casa, 4 medidas importantes devem ser adotadas:


        1ª) Registre em uma folha de papel, uma "descrição de características" de seu animal, mais completa possível, utilizando, para isso, termos compreensíveis. Não adianta só falar que seu cão é um Rottweiller, Dogue Alemão ou Husky Siberiano etc. As pessoas não conhecem a maioria das raças. Entre outros dados cite: raça, sexo, cor, tamanho (comprimento e altura), nome, idade e sinais particulares. Neste item peça o auxílio do
        Médico Veterinário. Coloque, nesta folha, o número de seu telefone para contato. Atualize periodicamente esta folha.



        2ª) Fixe na coleira ou enforcador do seu cão, uma plaqueta ou um "porta-endereços" com o número do seu telefone.

        3ª) Mantenha fotografias recentes do animal. Sabe-se que uma fotografia, por pior que seja, é melhor do que qualquer boa descrição.


        4ª) Colecione a documentação do cão, como: registro de vacinações, receitas, pedigree, recibo de compra, fotografias, folha com "descrição de características" etc.


        Além das providências acima citadas, existe outra, como acréscimo, bem eficiente, mas que exige mais tempo, dedicação e muita paciência, trata-se de ensinar o seu cão a voltar para casa.
        Quando constatar que o seu cão fugiu, as seguintes medidas devem ser adotadas, de acordo com o decorrer do tempo: 
        - FIQUE CALMO! Se você estiver em pânico, a sua capacidade de raciocínio diminuirá e uma tragédia poderá acontecer ao atravessar uma rua ou dirigindo seu veículo.
        - Procure-o na vizinhança (seus vizinhos conhecem seu cão).
        Não encontrando-o em 30 minutos:


        - Peça ajuda de parentes, amigos e vizinhos.


        - Divulgue em suas redes de relacionamento na internet.

        - Escreva em pedaços de papel, número de telefones para contato.



        - Caso seu animal seja microchipado notifique a empresa do microchip. Eles oferecem gratuitamente o serviço de divulgação de furto às clinicas que possuem leitores de chip.


        - Registre um Boletim de Ocorrência Policial na delegacia de seu bairro.


        - Imprima fotografias do cão com o nome pelo qual ele atende, raça, tamanho, sexo, o valor da recompensa e seu telefone e fixe em pontos de ônibus e estabelecimentos comerciais próximos a sua casa.

        - Intensifique a busca, em todas as direções a pé ou de carro. Inicialmente, percorra a distância de 400m de raio, aumente a distância com o decorrer do tempo.


        - Se o seu cão for de porte grande e você não pode carregá-lo, tenha em mãos coleira, enforcador, guia ou corda, para facilitar a sua captura e transporte.


        - Consulte as pessoas que encontrar na rua, fornecendo as características do animal e mostrando a fotografia. Dê ponto de referência para receber notícias de retorno.


        - As pessoas que mais podem ajudar são: porteiros de prédios, vigias, frentistas de postos de gasolina, taxistas, estudantes de escolas próximas, comerciantes do bairro, principalmente lanchonetes, bares, restaurantes, padarias, mercearias, onde o cão poderá procurar alimentos quando esfomeado. Indique o número de telefone para contatos futuros.


        - Verifique todas as pistas fornecidas.


        - Se estiver de carro, leve alguém que esteja livre para olhar ao redor, enquanto você dirige.


        - Quando os cães da redondeza estiverem latindo muito, dê uma olhada, pois o seu cão poderá estar se aproxim
        Matéria extraída do site (http://www.cesaho.com.br)ando deles.


        Após algumas horas, se a busca for infrutífera:

        - Tire cópias da "descrição de características" do cão e entregue às pessoas que você acredita que podem ajudá-lo.


        - Procure as Clínicas Veterinárias e Pet Shops e forneça os dados completos do cão e os impressos com foto e dados. 
         Forneça informações sobre a sua saúde e se possui algum mal crônico.
        - Procure a Sociedade Protetora dos Animais e forneça cópia da folha de "descrição de características" .

        - Se o município possui serviço de apreensão de animais ou canil, visite-os, se possível, diariamente.


        - Anuncie nas rádios e jornais.


        - Distribua aos amigos e colegas a os impressos com foto e "descrição de características".


        - Uma providência que tem dado bom resultado é a colocação de faixas na rua (esquinas movimentadas). Nelas são fornecidos dados do animal e telefones para contato.

        Para finalizar, desejamos transmitir mais cinco conselhos que julgamos importantes:


        1º) Divulgue intensamente a perda de seu cão, oferecendo sempre boa RECOMPENSA.


        2º) Seja persistente. Prepare uma lista de pessoas e instituições que você julga poder ajudá-lo e que devem ser contatados diariamente ou algumas vezes por semana. Demonstre a todos que seu cão é importante para você.

        3ª) Não desista até encontrar seu cão! A esperança é a última que morre.


        4ª ) Cuidado com alarmes falsos ou chamados "trotes". Existem pessoas inescrupulosas. Não vá à noite ou em lugares desertos encontrar alguém que diz estar com seu cão. Pode ser uma cilada. O seu endereço também não deve ser divulgado, algum "amigo do alheio" pode ficar sabendo que você está sem "seu guarda".


        5ª) Encontrando o seu cão, procure comunicar, pelo menos, às pessoas e instituições constantes de sua lista.

        Lembre-se! Este comportamento não deixa de ser uma forma de reconhecimento e agradecimento para com aqueles que estiveram alerta e tentaram ajudá-lo a reencontrar o seu cão.

        Antonio de Oliveira Lobão é médico veterinário).






        Artigo original

        Ajude a divulgar essas informações elas podem valer uma vida.

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