Reencontre seu Cão Perdido ou Furtado

" Creia!  Basta ser sincero e desejar profundo. Você será capaz de sacudir o mundo"...- Raul Seixas

É passado um ano do terrível pesadelo que sofremos quando Iv e Sophia, dois de nossos queridos frenchies, foram levados aqui de casa. Eles foram roubados e recuperados em 31 horas. Muitos amigos nos auxiliaram na procura. Achamos esse artigo na internet que foi fundamental para ordenarmos as idéias logo no incio do tormento que passamos. Gostaria de agradecer a quem o escreveu adaptando-o a nossa experiencia.
Graças a Deus e aos amigos nossos amados Iv e Sophia estão de volta ao lar. Nossa eterna gratidão a todos que torceram por nós, que rezaram por nós e que nos confortaram. Amamos vocês, nossos amigos.

Em seu artigo publicado na revista americana Dog World de dezembro de 1987, Shannon T. Hiatt alerta todos os proprietários de cães com o seguinte conselho: "Por mais responsável que você seja, não pense que seu cão nunca escapará de sua casa. Porque isso pode acontecer. Esteja preparado para esse momento".
Um cão escapa de casa porque o portão foi aberto e isso é uma das coisas mais fáceis de acontecer no nosso dia-a-dia. Por isso, prepare-se para recuperar seu cão que fugiu inesperadamente.

Se o cão foi roubado ou capturado por pessoas que não têm a intenção de devolvê-lo ao seu legítimo dono, a recuperação pode ser mais difícil, mas não é impossível.
Não é impossível, pois 4 situações podem ocorrer:


1ª) o cão poderá escapar também da pessoa que o capturou ou roubou;

2ª) a pessoa que o retém poderá soltá-lo, pois ele pode não ser o cão que se desejava (come muito, late demais, é bravo, tem temperamento forte, está destruindo as plantas, faz "necessidades" em lugares proibidos, rói os móveis, arranha a porta para fugir, está triste etc.;


3ª) pode haver denúncia da presença do cão na casa do dono ilegítimo e


4ª) o cão pode ter sido "seqüestrado" para ser trocado por uma recompensa.

 
Quando o cão é capturado por pessoas conscientes e que desejam devolvê-lo, o grande obstáculo é o encontro do legítimo dono, por isso a divulgação adequada da perda aumenta bastante a probabilidade de recuperação.
O assunto "cão perdido" é internacional e tratado, com freqüência, por várias revistas nacionais e estrangeiras. Muitos proprietários viveram, vivem e viverão o drama de perder seu cão e ter que procurá-lo.
Com o objetivo de colaborar com esses proprietários, descreveremos aqui as providências mais aconselháveis para recuperar o "seu amigão."


Antes que o cão fuja de casa, 4 medidas importantes devem ser adotadas:


1ª) Registre em uma folha de papel, uma "descrição de características" de seu animal, mais completa possível, utilizando, para isso, termos compreensíveis. Não adianta só falar que seu cão é um Rottweiller, Dogue Alemão ou Husky Siberiano etc. As pessoas não conhecem a maioria das raças. Entre outros dados cite: raça, sexo, cor, tamanho (comprimento e altura), nome, idade e sinais particulares. Neste item peça o auxílio do
Médico Veterinário. Coloque, nesta folha, o número de seu telefone para contato. Atualize periodicamente esta folha.



2ª) Fixe na coleira ou enforcador do seu cão, uma plaqueta ou um "porta-endereços" com o número do seu telefone.

3ª) Mantenha fotografias recentes do animal. Sabe-se que uma fotografia, por pior que seja, é melhor do que qualquer boa descrição.


4ª) Colecione a documentação do cão, como: registro de vacinações, receitas, pedigree, recibo de compra, fotografias, folha com "descrição de características" etc.


Além das providências acima citadas, existe outra, como acréscimo, bem eficiente, mas que exige mais tempo, dedicação e muita paciência, trata-se de ensinar o seu cão a voltar para casa.
Quando constatar que o seu cão fugiu, as seguintes medidas devem ser adotadas, de acordo com o decorrer do tempo: 
- FIQUE CALMO! Se você estiver em pânico, a sua capacidade de raciocínio diminuirá e uma tragédia poderá acontecer ao atravessar uma rua ou dirigindo seu veículo.
- Procure-o na vizinhança (seus vizinhos conhecem seu cão).
Não encontrando-o em 30 minutos:


- Peça ajuda de parentes, amigos e vizinhos.


- Divulgue em suas redes de relacionamento na internet.

- Escreva em pedaços de papel, número de telefones para contato.



- Caso seu animal seja microchipado notifique a empresa do microchip. Eles oferecem gratuitamente o serviço de divulgação de furto às clinicas que possuem leitores de chip.


- Registre um Boletim de Ocorrência Policial na delegacia de seu bairro.


- Imprima fotografias do cão com o nome pelo qual ele atende, raça, tamanho, sexo, o valor da recompensa e seu telefone e fixe em pontos de ônibus e estabelecimentos comerciais próximos a sua casa.

- Intensifique a busca, em todas as direções a pé ou de carro. Inicialmente, percorra a distância de 400m de raio, aumente a distância com o decorrer do tempo.


- Se o seu cão for de porte grande e você não pode carregá-lo, tenha em mãos coleira, enforcador, guia ou corda, para facilitar a sua captura e transporte.


- Consulte as pessoas que encontrar na rua, fornecendo as características do animal e mostrando a fotografia. Dê ponto de referência para receber notícias de retorno.


- As pessoas que mais podem ajudar são: porteiros de prédios, vigias, frentistas de postos de gasolina, taxistas, estudantes de escolas próximas, comerciantes do bairro, principalmente lanchonetes, bares, restaurantes, padarias, mercearias, onde o cão poderá procurar alimentos quando esfomeado. Indique o número de telefone para contatos futuros.


- Verifique todas as pistas fornecidas.


- Se estiver de carro, leve alguém que esteja livre para olhar ao redor, enquanto você dirige.


- Quando os cães da redondeza estiverem latindo muito, dê uma olhada, pois o seu cão poderá estar se aproxim
Matéria extraída do site (http://www.cesaho.com.br)ando deles.


Após algumas horas, se a busca for infrutífera:

- Tire cópias da "descrição de características" do cão e entregue às pessoas que você acredita que podem ajudá-lo.


- Procure as Clínicas Veterinárias e Pet Shops e forneça os dados completos do cão e os impressos com foto e dados. 
 Forneça informações sobre a sua saúde e se possui algum mal crônico.
- Procure a Sociedade Protetora dos Animais e forneça cópia da folha de "descrição de características" .

- Se o município possui serviço de apreensão de animais ou canil, visite-os, se possível, diariamente.


- Anuncie nas rádios e jornais.


- Distribua aos amigos e colegas a os impressos com foto e "descrição de características".


- Uma providência que tem dado bom resultado é a colocação de faixas na rua (esquinas movimentadas). Nelas são fornecidos dados do animal e telefones para contato.

Para finalizar, desejamos transmitir mais cinco conselhos que julgamos importantes:


1º) Divulgue intensamente a perda de seu cão, oferecendo sempre boa RECOMPENSA.


2º) Seja persistente. Prepare uma lista de pessoas e instituições que você julga poder ajudá-lo e que devem ser contatados diariamente ou algumas vezes por semana. Demonstre a todos que seu cão é importante para você.

3ª) Não desista até encontrar seu cão! A esperança é a última que morre.


4ª ) Cuidado com alarmes falsos ou chamados "trotes". Existem pessoas inescrupulosas. Não vá à noite ou em lugares desertos encontrar alguém que diz estar com seu cão. Pode ser uma cilada. O seu endereço também não deve ser divulgado, algum "amigo do alheio" pode ficar sabendo que você está sem "seu guarda".


5ª) Encontrando o seu cão, procure comunicar, pelo menos, às pessoas e instituições constantes de sua lista.

Lembre-se! Este comportamento não deixa de ser uma forma de reconhecimento e agradecimento para com aqueles que estiveram alerta e tentaram ajudá-lo a reencontrar o seu cão.

Antonio de Oliveira Lobão é médico veterinário).






Artigo original

Ajude a divulgar essas informações elas podem valer uma vida.

Dica de leitura : “ A Cabeça do Cachorro”

FAntasia
Skonbull Isabeau, nossa top frenchie model

A Cabeça do Cachorro

1a. edição, 2010
Alezandra Horowitz
Best Seller
Veja ficha completa

Sinopse

Melhor amigo do homem há milhares de anos, o cão desenvolveu uma profunda compreensão sobre o seu dono e ambos construíram uma relação de mútuo companheirismo.
Tratados, quase sempre, como um membro da família, eles ganham presentes, têm atitudes ligeiramente humanizadas e entendem facilmente as ordens do dono.
Há quem diga que o seu cachorro de estimação vive sentimentos como ciúmes, tristeza e inveja, emoções atribuídas ao homem.
Lançado originalmente nos Estados Unidos, "A Cabeça do Cachorro", da professora e pesquisadora do departamento de psicologia do Barnard College de Nova York, Alexandra Horowitz, tornou-se um grande sucesso de crítica e vendas.
Horowitz, doutora em ciência cognitiva pela University of Califórnia, mostra como os cães percebem sons, cheiros e movimentos ao seu redor, e ensina por que certas atitudes não devem ser punidas ou estimuladas.
A autora desvenda os segredos dos cachorros e explica cientificamente como eles evoluíram a compreensão e a comunicação na convivência com o homem.
Leia mais
Psicóloga estuda comportamento dos cães e sua comunicação com os donos
Professora de psicologia ensina a interpretar o seu cão
“Horowitz explora o saber cientifico sobre cachorros, sem relegar os animais de estimação, emocionalmente, a ratos de laboratório.”
The New York Times
“A cabeça do cachorro oferece um profundo mergulho na vida interior dos cães, assunto deixado de lado pelos poetas e filósofos.”
Washington post
 
Este texto foi  retirado do site : http://livraria.folha.com.br/catalogo/1152056/a-cabeca-do-cachorro

Boa leitura

Skonbull Frenchies, o destino deles é da nossa conta.: Bulldog Francês em: Segredos do Padrão

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Skonbull Frenchies, o destino deles é da nossa conta.: O Dia Em Que Meu Frenchie Virou Shar Pei - Angioedema

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Skonbull Frenchies, o destino deles é da nossa conta.: Otite externa - Quem tem cão tem medo

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Skonbull Frenchies, o destino deles é da nossa conta.: Segundo Capítulo da Série Zoonoses- Leptospirose

Skonbull Frenchies, o destino deles é da nossa conta.: Segundo Capítulo da Série Zoonoses- Leptospirose

Segundo Capítulo da Série Zoonoses- Leptospirose

Estamos na primavera, época mais chuvosa do ano na região sul do país. Esse é o momento de estarmos atentos aos riscos da Leptospirose.
Vamos acordar!
 

Eles dormem alheios aos riscos, mas seus donos não.
Leptospirose
É um termo genérico que engloba uma série de doenças agudas e febris causadas por espiroquetas patogênicos do gênero Leptospira. As duas principais espécies são a L. interrogans (patogênica) e a L. biflexa (não patogênica). Outras leptospiras: L. inadai, L. borgpeterseni, L. noguchii, L. santarosai, L. weilii, L. kirshneri, L. meyeri, L. wolbachii.
A doença  existe de forma endêmica em todos os continentes e em condições específicas pode assumir características de surtos epidêmicos. Acomete o homem, animais domésticos e silvestres.
É uma zoonose de ocorrência elevada em nível similar ao da toxoplasmose.
A L. interrogans (patogênica) possui 23 sorogrupos e mais de 250 serovars (refere-se a variações distintas dentro de uma subespécie de bactéria baseada em associações de antígenos de superfície celular) que determinam a severidade da doença juntamente com a susceptibilidade do indivíduo. Os exames para determinação dos serovars se fazem por painéis de soros e não por biologia molecular. No entanto sabe-se que os diversos serovars diferem entre si pela genética e também pela virulência. 


Hospedeiro
O homem é um hospedeiro transitório e casual de leptospiras por um curto período da doença. Nele a cadeia epidemiológica é finalizada. Somente em casos excepcionais ocorre a transmissão inter hominis.
Os animais domésticos e silvestres podem ser portadores assintomáticos,  apresentar manifestações discretas, severas ou mesmo fatais. Dessa forma eles podem se tornar reservatórios de Leptospira.(1)
 
Hospedeiros ou Reservatórios?
Animais domésticos
- cão;
- rato;
- bovinos;
- suínos;
- ovinos;
- caprinos;
- equinos
Animais silvestres
- roedores;
- muitos carnívoros;
- marsupiais;
- coatis e racuns (na América do Norte).

Vacas, porcas, ovelhas, cabras, cadelas e mulheres podem abortar em consequência à infecção por leptospiras. Não costuma haver indicação para o abortamento terapeutico se a gravidez evoluir. Não é comum a ocorrencia de fetos mal formados. Desaconselha-se o aleitamento quando a lactante é exposta ou apresenta sinais da doença, pois o leite pode transmitir a leptospiras.


O rato de esgoto é o maior portador “são” universal, com taxa superior a 60%. Ele se infecta ainda filhote e torna-se reservatório de forma intermitente ou contínua por toda sua vida. Assim ele contamina o ambiente, particularmente a água. Exemplares muito jovens também podem sucumbir por leptospiras.
Na América do Norte o guaxinim urbano é considerado importante reservatório.

Contaminação

http://arcadenoe.ning.com/photo?sort=highestRated
Se dá pelo contato direto ou indireto com a urina de animais infectados. Geralmente a porta de entrada são cortes ou escoriações na pele, mucosas ou conjuntiva. Há controversias sobre a capacidade das leptospiras atravessarem a pele íntegra.

A água exerce papel primordial na transmissão das leptospiras já que a maior parte das contaminações ocorre através dela.  Em toda a parte onde a leptospirose é endêmica há um elo hídrico entre homem e animal. 


 A Doença
Após a exposição ao agente da  leptospirose o organismo pode responder com sintomas pouco específicos semelhantes a um resfriados comum. Nessa fase a adoção de medidas profiláticas , como o uso empírico de antibióticos, pode reduzir a agressividade da fase seguinte da doença. À fase de infecção inicial se sucede outra onde os anticorpos produzidos contra a leptospira passam a agredir também o organismo que os produziu: é a chamada fase autoimune. Ela pode cursar com manifestções de comprometimento hepático, meníngeo, pulmonar ou com coagulopatia e morte. Nesse período o tratamento visa a tomada de medidas de suporte como manutenção de sinais vitais com hidratação, oxigenação adequada, hemodiálise, tratatando as complicações que se sucedem. Não há medicamentos específicos. 
  • A lepstospirose tem apresentação súbita e inespecífica. As manifestações variam desde uma infecção subclínica, seguida por soroconversão (formação de anticorpos).O quadro inicial pode se assemelhar ao de um simples resfriado com coriza, febre, tosse e dores pelo corpo, mialgia importante que impossibilita a deambulação inclusive com elevação de CPK (marcador bioquímico de dano muscular).
  • Evolui como doença febril anictérica que pode ser autolimitada ou evoluir para complicações:  meningite, vasculopatia, falência renal, choque, hemorragia pulmonar e morte.
Estudos recentes mostram que a leptospirose é causa comum de doença febril indiferenciada. O tratamento precoce é essencial uma vez que a antibiótico terapia é de grande ajuda quando adotada no curso incicial da doençal. A opção do médico ou veterinário de iniciar o tratamento empiricamente pode ser a única chance do individuo.
O curso da infecção tem características semelhantes no animal e no homem. O cão pode ser acometido pela forma hemorrágica, grave e não raro fatal. O gato dificilmente adoece. Pessoas ou animais portadores de doença hepática correm mais risco de morte diante da leptospirose.

O tempo de incubação é em média de 10 dias (entre 2 a 26 dias)

No homem a mortalidade por leptospirose caiu um pouco depois que se passou a empregar diálise diária dos doentes graves até remissão total dos sintomas renais. Antes dessa, relativamente, recente mudança de conduta médica a mortalidade variava de 15 a 30%, mas ainda é bastante alta.

Ela pode matar de 10 a 20% dos cães contaminados (5)

São poucos os centros que dispõem de diálise para animais domésticos. Raros são os veterinários que reconhecem na diálise uma poderosa ferramenta para o tratamento dos animais doentes.

Curiosamente as manifestações da leptospirose em doentes infectados pelo HIV são as mesmas evidenciadas nos imunocompetentes.

Diagnóstico laboratorial
Testes sorológicos incluem:
  • teste de aglutinação microscópica (MAT), geralmente títulos superiores a 1:800 são indicativos de infecção atual ou recente por leptospiras (em soro humano podem ocorrer reações cruzadas com outras doenças como sifilis, doença de Lyme e legionella)
  • teste de aglutinação macroscópica;
  • hemaglutinação indireta;
  • ELISA;
  •  Novas técnicas como a reação em cadeia da polimerase (PCR) estão sendo utilizadas contribuindo para a celeridade no diagnóstico.

Vacinar contra leptospirose ou não, eis a questão.
A grande variedade de serovars que podem infectar o homem dificulta a produção de uma vacina para humanos. Já a vacinação para animais, especialmente gado é possível, mas a imunidade dura poucos meses. Até o ano 2000 as vacinas para cães cobriam os serovars canicola e icterohaemorrhagiae, cuja incidência vem diminuindo. Outros serovars também podem infectar os cães como  grippotyphosa, pomona e bratislava. Novas vacinas imunizam também contra os serovars grippotyphosa e pomona.
A vacina contra leptospirose é uma das que mais causa reações adversas, pelo fato de utilizar bactérias inativadas. Sua proteção dura entre 6 e 8 meses. Alguns veterinários recomendam a vacinação de cães  no mínimo após a 12 ou 16 semanas de vida devido aos riscos de reações importantes.
Converse com seu veterinário a respeito do custo beneficio da vacinação para seu animal. Animais que vivam sob condições de risco poderiam se beneficiar pela vacina.

A importância dos animais portadores depende de diferentes fatores, sendo o pH um deles. As leptospiras, apesar de agressivas, são muito sensíveis e no geral não resistem à acidez (pH menor que 7) sendo justamente as patogênicas as mais susceptíveis. A urina do homem, por exemplo, é bastante ácida  não conferindo perigo de contaminação por matar as leptospiras.
Outro fator importante é o ambiente onde vive o animal portador. Os animais que eliminam leptospiras em ambientes desfavoráveis, onde elas sejam rapidamente destruídas, tem pouca importância na transmissão. Portanto um cão, ainda que portador, mas que viva em ambiente limpo, seco e arejado, em tese, não ofereceria riscos. 

 Ambientes de risco: os locais sujeitos a alagamentos, terrenos lamacentos, plantações de arroz. O pH neutro ou ligeiramente básico destes solos e a presença de água contribuem para a sobrevida das leptospiras por dias ou mesmo meses.
Cães que costumam caçar estão mais expostos ao risco de contrair leptospirose.
Assim como acontece com o homem, os animais também se contaminam pelo contato com água infectada.


Desintectando o ambiente:
 
Hipoclorito de sódio (água sanitária) diluído a 10% é a forma prática, barata e eficaz de limpar pisos e calçadas eliminado leptospiras. 
 
Sob o ponto de vista prático
Salvar uma vida depende da identificação precoce da doença e inicio imediato de tratamento. Se houver exposição a riscos, como enchentes, vazamento de esgotos etc, solicite ao veterinário que medique profilaticamente, com antibióticos, o seu cão. O médico provavelmente faria o mesmo por você.
Lembre-se de que seu bichinho só pode contar com você.


É bom saber:
Embora cães estejam relacionadados a algumas zoonoses os riscos de infectarem seus donos são pequenos e podem ser ainda mais reduzidos se adotarmos  simples precauções.

 Leia também: Quem tem medo de Zoonoses? Primeira Parte.

Antes de optar por um cão de raça pura considere suas características físicas, temperamento, necessidade de exercícios e aspectos ligados a saúde e cuidados. Um animal é e será sempre totalmente dependente. O convívio prazeroso entre vocês se condiciona a sua disposição em atender à demanda do cão.

Você sabia que um cão bem tratado pode ultrapassar 15 anos de vida?

Adotar é um compromisso de longo prazo, pense nisso!
Sirley Vieira Velho
http://www.skonbull.com/

Direitos Reservados 
Seja gentil, seja coerente e correto, cite a fonte original sempre! :) 

 
Referências
1- Ricardo Veronesi - Doenças Infecciosas e Parasitárias ; Ed Guanabara Koogan, Rio de Janeiro- RJ
2- Glasser CA - Animal-associated opportunistic infections among persons infected with the human immunodeficiency virus ; Angulo FJ; Rooney JAs;Program in AIDS Prevention Studies, University of California, San Francisco 94105.
3-Yupin Suputtamongkol et all- Strategies for Diagnosis and Threatment of Supected Lepospirosis: A Cost- Benfit Analysis-. Bankok Thailand ; February 2010.
4-Camille N Kotton- Zoonoses From Dogs; http://www.uptodate.com/home/store.do. Maio 2010
5-Gillian D. et all - Increase in seroprevalence of canine leptospirosis and its risks factors; Ontario, Canada 2008.
6 -Kaplan JE; Masur H; Holmes KK- Guidelines for preventing opportunistic infections among HIV-infected persons--2002. Recommendations of the U.S. Public Health Service and the Infectious Diseases Society of America.
7- Centers for Disease Control and Prevention USA http://www.cdc.gov/healthypets/health_prof.htm#petscription
8- Setúbal, Sérgio - Lepospirose,  Faculdade de Medicina, Universidade Federal Fluminense 2004 http://labutes.vilabol.uol.com.br/lepto.htm

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